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FCM lança Comissões de Pertencimento, Inclusão, Diversidade e Acessibilidade e de Relações Institucionais e Convivência

A Diretoria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp lançou, em julho, dois novos grupos de trabalho voltados à comunidade acadêmica: as Comissões de Pertencimento, Inclusão, Diversidade e Acessibilidade e a de Relações Institucionais e Convivência, estabelecidas, respectivamente, pelas portarias 17 e 18/2026. As iniciativas buscam ampliar a escuta e fortalecer o convívio na faculdade.

A primeira comissão é presidida pelo professor José Paulo de Siqueira Guida, do Departamento de Tocoginecologia, responsável por organizar as discussões de planejamento e implementação do colegiado. Já a segunda tem à frente a professora Karina Diniz Oliveira, do Departamento de Psiquiatria, encarregada de assessorar a Diretoria da FCM em ações de captação de recursos e de qualificação dos ambientes comuns.

Homem de óculos e barba gesticulando com as mãos durante uma conversa. Ele usa uma camisa polo cinza e está sentado em um escritório com uma pintura e uma luminária de madeira ao fundo.
José Paulo Guida. Foto: acervo pessoal

Segundo Guida, os primeiros passos passam pela escuta ativa. “O primeiro passo é ouvir as pessoas da FCM: docentes, alunos, servidores, para que a gente consiga mapear quais são os pontos de tensão”, afirma o professor. Ele destaca que um dos temas centrais a serem enfrentados é o assédio moral nas relações internas da universidade, e defende que o colegiado não terá papel investigativo, mas sim analítico: o objetivo é identificar os fatores estruturais que favorecem esse tipo de situação e propor mudanças que evitem sua repetição. Como meta de curto prazo, ele cita o mapeamento das demandas de todos os grupos da comunidade. Guida recorre ainda à experiência da Comissão de Diversidade do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), criada há cerca de seis meses, como referência para o novo colegiado. Segundo ele, a questão dos neurodivergentes foi a mais desafiadora encontrada no hospital. “O problema é a falta de acolhimento e adaptação efetivos com essas pessoas”, relata.

Já a professora Karina Diniz Oliveira, que também está formando sua comissão, afirma que um dos objetivos centrais é “a promoção da qualidade da convivência acadêmica”. Entre as ações planejadas estão melhorias físicas nos espaços da FCM, além da realização de eventos e oficinas voltados ao fortalecimento das relações internas. No campo das parcerias externas, o grupo de trabalho pretende alavancar a captação de recursos e fomentos para a faculdade. “Pensamos em proporcionar à comunidade mais eventos e atividades culturais, pensando em parcerias com outras unidades da Unicamp”, afirma Diniz. A expectativa da professora é que essas iniciativas ampliem o intercâmbio institucional e qualifiquem os espaços de convívio entre docentes, discentes e funcionários.

Os dois grupos ainda estão em processo de formação e devem abrir, nas próximas semanas, espaço para que docentes, alunos e funcionários da FCM interessados no tema participem das discussões.

Mulher sorridente com cabelos cacheados falando ao microfone em uma mesa de conferência. Ela usa uma blusa branca e argolas douradas. Uma garrafa de água está sobre a mesa à sua frente.
Karina Diniz. Foto: Karen Moraes/ARPI
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